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Buarque

Cálice – Chico Buarque & Milton Nascimento (La lucha contra la censura)

Cuando Gilberto Gil y Chico Buarque compusieron este tema, la censura reinaba en Brasil.

El régimen imperaba y como tal buscaba la desinformación de manera continua, así que cualquier intento de un artista por comunicarse con el pueblo o con la sociedad, con un mensaje fuera del guión establecido era eliminado.

Y eso es lo que pasó con este tema que durante cinco años no se pudo tocar en directo.

El tema se llama Cálice que suena igual que Cale-se. Es decir juegan con la homofonía de Cáliz y Cállese en Brasileño.

Aquí teneis el tema, fijaros al final de la interpretación de Milton Nascimento y Chico Buarque, podremos ver al segundo y a Gilberto Gil tarareando en directo Cálice y vereis cómo les desconectan los micrófonos. La censura actua a todas horas y todavía está activa.

Grande Chico Buarque y grandes Milton y Gilberto!

La letra:

Pai, afasta de mim esse cálice
pai, afasta de mim esse cálice
pai, afasta de mim esse cálice
de vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
tragar a dor, engolir a labuta
mesmo calada a boca, resta o peito
silêncio na cidade não se escuta
de que me vale ser filho da santa
melhor seria ser filho da outra
outra realidade menos morta
tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
se na calada da noite eu me dano
quero lançar um grito desumano
que é uma maneira de ser escutado
esse silêncio todo me atordoa
atordoado eu permaneço atento
na arquibancada pra a qualquer momento
ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda
de muito usada a faca já não corta
como é difícil, pai, abrir a porta
essa palavra presa na garganta
esse pileque homérico no mundo
de que adianta ter boa vontade
mesmo calado o peito, resta a cuca
dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno
nem seja a vida um fato consumado
quero inventar o meu próprio pecado
quero morrer do meu próprio veneno
quero perder de vez tua cabeça
minha cabeça perder teu juízo
quero cheirar fumaça de óleo diesel
me embriagar até que alguém me esqueça

Chico Buarque interpretando Eu te amo

Qué grande Chico Buarque…

Siempre me ha gustado la manera de cantar que tiene este hombre, como Vinicius, como si estuviera charlando tan tranquilamente con amigos y de repente está cantándote… Un placer.

Las letras

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.